Dois…

Mais um dia de chuva que foi dedicado às despedidas de alguns Amigos, a arrumar o material que ainda faltava, e pouco mais.
Na lista de ontem acabei por não referir que livros me farão companhia. Escolhi apenas dois; não por serem os melhores ou os meus preferidos, embora os considere ambos muito bons e indispensáveis a qualquer biblioteca digna desse nome. “O Dedo de Galileu”, de Peter Atkins, é uma descrição para leigos daquelas que o autor considera serem as dez maiores ideias da ciência: Evolução, ADN, Energia, Entropia, Átomos, Simetria, Os Quanta, Cosmologia, Espaço-Tempo e Aritmética.

O dedo de Galileu

“Walden; Ou, A Vida nos Bosques”, de Henry David Thoreau, dispensa, ou deveria dispensar, apresentações nos dias de hoje em que tanto se fala de consumismo e de ecologia.

walden-henry-david-thoreau

Jorge Luís Borges achava que era mais importante reler do que ler. Acho que El Brujo tinha razão, e estes são dois livros que já li várias vezes e que espero continuar a reler. O primeiro porque estou ainda longe de conseguir entender tudo o que lá vem escrito e isso, ao invés de me fazer sentir incapaz, dá-me um sentimento de deslumbre pela nossa insignificância e grandiosidade. Muito deslumbre, admiração, e vergonha também, é que Thoreau proporciona através das suas observações numa cabana no Bosque de Walden há cento e sessenta anos.
Quanto ao restante material, não sei, mas neste capítulo estou convicto de que fiz as escolhas acertadas.

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3 Responses to “Dois…”

  1. Humberto Says:

    Essas são as páginas em letra impressa que levas contigo mas outras e muitas mais, vão a fazer o que és. As mais importantes porém, são as que vais preencher de memórias e saberes novos. Ou menos novos. O que vais escrever pelas tuas letrasas é o livro mais importante que levas nesta viagem. Boas escrituras!

  2. Samuel Marques Says:

    Com o passar dos anos aprendi que o mais valioso da vida é mesmo a essência do silêncio. Aquele rouxinol que escutamos a um km do outro lado do rio, aquele touro que não o ouvimos andar, a não ser que o chateiem, o peixe que salteia vezes sem conta a poucos metros de nós, e que nos faz matutar por que motivo faz aquilo?!
    Provavelmente a liberdade!
    É essa mesma vitamina da vida que te move ao encontro da liberdade e silencio desta deslumbrante viagem Grande Marinheiro, onde ninguém contara a tua história!

    Deixo aqui a música que melhor te descreve.
    Um Grande Abraço do puto.

    (Samuel Marques)

  3. samuelmarques2013 Says:

    Com o passar dos anos aprendi que o mais valioso da vida é mesmo a essência do silêncio. Aquele rouxinol que escutamos a um km do outro lado do rio, aquele touro que não o ouvimos andar, a não ser que o chateiem, o peixe que salteia vezes sem conta a poucos metros de nós, e que nos faz matutar por que motivo faz aquilo?!
    Provavelmente a liberdade!

    É essa mesma vitamina da vida que te move ao encontro da liberdade e silencio desta deslumbrante viagem Grande Marinheiro, onde ninguém contara a tua história!

    Deixo aqui a música que melhor te descreve.
    Um Grande Abraço do puto.

    (Samuel Marques)

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